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Teatro de Fantoches Flex tem foco em atividades educativas e recebe prêmio em Lages

Teatro de Fantoches Flex contribui para a educação de crianças em Lages. Projeto já é realizado em vários instituições do município e ganhou pela primeira vez o Prêmio Edupala.


Pelo menos uma vez por mês, crianças de entidades, escolas, hospitais e instituições de saúde de Lages se reúnem para assistir ao Teatro de Fantoches. As histórias são apresentadas por meio de bonecos fabricados com caixinhas de leite e enfeitados com papéis e outros materiais coloridos. A partir daí, os personagens entram em cena, ganhando vida pelas mãos de alunos dos cursos de Pedagogia, História, Letras e Projetos Gerenciais do polo educacional da Anhembi Morumbi, localizado dentro da Unidade Flex Duque de Caxias.

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O projeto Teatro de Fantoches começou a ser desenvolvido em 2017 e este ano foi apresentado em diversas instituições. Educando de forma criativa, a atividade propõe uma nova linguagem para crianças da educação infantil do município, que se encantam com a história da Gralha Azul, ave típica da região Sul do Brasil que contribui para o reflorestamento da região.

“O projeto surgiu da vontade de utilizar o teatro de animação como uma nova linguagem para os alunos da educação infantil. O mundo dos fantoches é fantástico e pode atuar na vida de crianças, jovens e adultos de uma forma instrutiva. Através das nossas ações educativas buscamos construir um ambiente aconchegante, afetivo, atencioso e compreensivo para a criança. Isso possibilita que a mesma se movimente, brinque, expresse e se relacione conforme suas vontades. As crianças sentem-se desafiadas a superar suas atividades, reconhecendo em si um sujeito único, social, inteligente e criativo”, avalia a tutora do polo EAD da Unidade Flex Duque de Caxias, Carmem Wolff.

A iniciativa, que também traz um cunho de sustentabilidade pelo reaproveitamento de material reciclado na confecção dos fantoches, teve uma repercussão tão positiva na cidade que outras instituições e entidades aderiram ao projeto. Hoje, além de escolas municipais para crianças do pré e primeiro ano, os alunos e seus personagens se apresentam em diferentes lugares: em hospitais, como sala de pós-cirúrgico e sala de espera; e em instituições de idosos, como no Asilo Vicentino.

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“Nunca tinha feito um trabalho voluntário antes. Descobri que é divertido e gratificante. As pessoas interagem com os fantoches e trazem um momento de descontração”, ressalta o aluno de Processos Gerenciais e monitor de Treinamento da Unidade, William Oliveira.

A tutora, que já realiza trabalho voluntário há 10 anos, acredita que esse tipo de ação possibilita construir uma nova perspectiva do indivíduo com seus semelhantes.

“Quando nos dedicamos um pouco do nosso tempo às crianças internadas no hospital e idosos no asilo, certamente, temos algo a oferecer: um abraço, um sorriso, uma história, um beijo. Estes gestos não custam nada e significam muito. E o trabalho voluntário é uma união de esforços de pessoas que enxergam a vida diferente e que se propõem a minimizar as dificuldades do outro, muitas vezes tão distante de seu próprio entendimento e convívio”, explica Carmem.

 

 

 

 

PRÊMIO EDUPALA

O Teatro de Fantoches conquistou as crianças e também chamou a atenção da organização do curso de Mestrado em Educação da Universidade do Planalto Catarinense (Uniplac), através do Prêmio Edupala. A Flex participou do Edupala com o projeto inscrito na categoria GT7: Educação Ambiental, Sustentabilidade e Ambientalização Institucional. Já a solenidade de premiação foi realizada em Lages durante o 2º Congresso Internacional Conhecimentos Pertinentes para Educação na América Latina: Formação de Formadores. Dentre os 47 projetos inscritos, ‘O Teatro de Fantoches como conteúdo educacional em educação ambiental nas escolas’ conquistou o terceiro lugar.

“Esta foi a primeira vez que participamos do Prêmio Edupala. Constatamos que o projeto é importante como estratégia de ensino-aprendizagem de conhecimentos ambientais. Uma técnica simples, porém muito motivadora. Além disso contribui para a formação de cidadãos conscientes, aptos para decidirem e atuarem na realidade socioambiental de um mundo comprometido com uma melhor qualidade de vida de cada um e da sociedade em geral”, conclui.

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11 de outubro de 2018

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